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quinta-feira, 10 de julho de 2014

Colesterol bom pode ajudar a evitar a reprodução de células cancerígenas

Pesquisa da Universidade de Barcelona pode trazer novos tratamentos para o câncer e o colesterol

Um estudo da Universidade de Barcelona descobriu que colesterol possui um papel fundamental na capacidade de movimento e invasão das células em outros tecidos do organismo. O artigo, liderado pelo professor Carlos Enrich, foi publicado na revista Cell Reports

Os resultados da pesquisa mostraram que o colesterol LDL (o ruim) pode potencializar a mobilidade celular. Ao mesmo tempo, altos níveis de colesterol HDL (o bom), poderiam evitar a propagação das células.
A pesquisa é reveladora e importante para compreender melhor a metástase do câncer, processo pelo qual as células cancerígenas invadem outros tecidos, e contribui para o debate sobre a relação entre os níveis de colesterol no sangue a incidência da doença

O trabalho foi realizado a partir de experimentos com cultura de células de
pacientes com a doença de Niemann-Pick, uma anomalia genética que causa o acúmulo de colesterol dentro da célula.

— Geralmente, pensa-se que o colesterol está no sangue, mas pouca gente se questiona sobre o que ele faz dentro da célula, onde possui diversas funções: além de ser essencial para a fabricação das membranas, também modula e controla o transporte vesicular. Agora, vimos que o colesterol é fundamental para regular outros mecanismos, como a mobilidade e a propagação celular. Por isso, é importante para a metástase — explica Enrich.

A maioria das células do nosso corpo se une às células vizinhas através das integrinas, moléculas semelhantes ao velcro e que ficam na superfície. A equipe examinou como elas se movimentam no interior das células e descobriram a importância do colesterol. 

Segundo Enrich, dentro da célula, o colesterol controla o trânsito das vesículas, que são responsáveis pelo transporte das integrinas à superfície celular. Uma diminuição da quantidade de colesterol altera o trânsito e a localização das integrinas, alterando diretamente migração celular.
Novos tratamentos

A pesquisa abre novas oportunidades de tratamento para o controle da metástase, mas também sobre qual estratégia seguir em pessoas com câncer e, agora, com problemas de colesterol.
— Temos de considerar que os medicamentos recomendados para regular o colesterol podem modificar a capacidade de migração das células. Portanto, é muito importante avançar em direção à personalização dos tratamentos — adverte Enrich.
Para os cientistas, o desafio agora é entender porque o colesterol permanece imobilizado no interior da célula

Fonte: http://zh.clicrbs.com.br

quarta-feira, 9 de julho de 2014

DIA DO ONCOLOGISTA

O CRIO parabeniza a todos os Oncologistas que fazem parte da nossa equipe


Fonte: CRIO

A culpa é das estrelas': especialistas esclarecem dúvidas sobre câncer de tireoide

A história de Hazel e Gus comoveu o público no filme "A culpa é das estrelas", baseado no livro de John Green. No romance, a jovem está com câncer terminal de tireoide e metástase nos pulmões, e conhece Augustus em um grupo de apoio. O adolescente lhe ensina novamente a viver com alegria e os dois protagonizam uma linda história de amor, apesar da doença.

Espera-se que o Brasil tenha 1.150 novos casos de câncer de tireoide para o sexo masculino, e 8.050 para as mulheres somente em 2014. Este tipo de câncer é considerado raro, representando entre 2% e 5% do total de casos da doença em mulheres, e menos de 2% em homens.
Para saber mais sobre o câncer de tireóide, o SRZD conversou com a oncologista Daniele Ferreira, da Oncoclínica, que esclareceu sobre prevenção, causas, sinais e a incidência da doença nas mulheres.
Segundo a especialista, não há nenhum tipo de prevenção para o câncer de tireoide, e os maiores fatores de risco são: ter realizado radioterapia na área do pescoço e ter deficiência de iodo na dieta, "o que não vemos mais hoje pela adição de iodo no sal há varias décadas". A médica ressaltou que existe um tipo de tumor raro de tireoide que pode ser hereditário, e afirmou que não há fatores que expliquem o motivo deste tipo de câncer atingir mais as mulheres. "Não se sabe o porquê disso, mas é real".
"Diagnosticamos um nódulo suspeito na fase inicial e curável da doença quando realizamos ultrassom de pescoço, ainda sem notar nenhuma alteração ao exame físico. O sinal de uma doença mais avançada se dá através de linfonodos ou ínguas no pescoço. Em tipos mais agressivos de tumor, pode aparecer uma massa de crescimento rápido na região da tireoide", explicou Daniele sobre o diagnóstico. Ainda de acordo com a oncologista, não há um auto-exame que a população possa realizar para descobrir o tumor, como no caso do câncer de mama.
Psicóloga destaca o 'acolhimento' da família e amigos
O SRZD também conversou com Rovena Lopes Paranhos, psicóloga, mestre em Psicologia Social e professora da Faculdade Arthur Sá Earp Neto. A especialista falou sobre a importância do apoio da família, mudança de comportamento do paciente ao descobrir a doença e como evitar a depressão com o diagnóstico. Leia abaixo.
SRZD: O que pode ajudar o paciente com câncer de tireoide a não entrar em depressão por conta da doença?
Dra. Rovena: Particularmente, creio que a abordagem mais sensata e, portanto, a que oferece um caminho mais efetivo e verdadeiro de ajuda a pacientes portadores de doenças graves não seja a da evitação ou esquiva em relação a sentimentos que são inevitáveis nesses casos. E a depressão é um dos inevitáveis sentimentos que acometem doentes graves. Não acredito que seja possível impedir sua manifestação, mas acredito que seja necessário entender seu sentido, vivenciar sua expressão e, a partir de então, ser capaz de paulatinamente transformá-la em sentimentos mais elevados e positivos. Isso porque sentimentos que se evitam tendem a ficar represados e, por não serem vivenciados, acabam assumindo uma carga afetiva por demais intensa e destruidora. Nesse sentido, estar com o doente, acolhendo-o, acompanhando-o, amparando-o e junto com ele descobrindo possibilidades mais positivas talvez seja uma abordagem mais efetiva de ajuda.
SRZD: Como os familiares e amigos podem apoiar?
Dra. Rovena: A atitude que considero mais elementar e essencial é a do acolhimento. E acolher significa aceitar, dar ouvidos, dar crédito a, agasalhar, receber, atender, estar com o outro plenamente em todos os seus sentimentos e necessidades. Essa atitude de acolhimento devolve ao acolhido todo o apoio, a confiança e a segurança que a doença lhe subtrai. Assim, uma vez verdadeiramente acolhida, a pessoa passa a ter melhores condições de buscar novos motivos e sentidos para sua vida; sentidos esses que talvez tenha perdido, esquecido, abandonado ao longo de sua trajetória pessoal. Viktor Frankel, psiquiatra austríaco que sobreviveu a Auschwitz, ensinou-nos que "[...] quem tem um porque na vida, enfrenta qualquer como". Ajudar esse doente a redescobrir seus porquês perdidos é ajudá-lo a retomar sua própria vida.
SRZD: Que tipo de comportamento a maioria dos pacientes com a doença passam a ter quando a descobrem?
Dra. Rovena: Elisabeth Kübler-Ross, psiquiatra suíça, aponta cinco estágios pelos quais passa o um doente grave desde que tem conhecimento do diagnóstico: primeiro há a negação da doença; em seguida a raiva e a revolta; depois vem o estágio da barganha, quando se tenta adiar um desfecho inadiável; segue-se a depressão e, por último, há a aceitação. Cabe destacar que cada pessoa, por singular que é, vivencia seu sofrimento de modo particular, com manifestações comportamentais que são só suas. Assim, embora as evidências científicas ofereçam uma orientação acerca dos comportamentos possíveis e esperados, há que se ter em conta que cada pessoa viverá seu sofrimento a seu modo: medo, raiva, ansiedade, angústia são vivências muito particulares e, como tais, impossíveis de serem alcançadas em toda sua plenitude por outrem, mas que precisam ser respeitadas.
A psicóloga fez questão de encerrar a entrevista com um ensinamento do psiquiatra austríaco Viktor
Frankel, que serve de lição para os portadores da doença: "Quando a circunstância é boa, devemos desfrutá-la; quando não é favorável devemos transformá-la, e quando não pode ser transformada, devemos transformar a nós mesmos".

Fonte: http://www.sidneyrezende.com/

segunda-feira, 7 de julho de 2014

CRIO realiza Ação de conscientização de higienização das mãos e degustação Interativa

Na manhã desta segunda (07) o Centro Regional Integrado de Oncologia – CRIO em parceria com o SESC, promoveu uma AÇÃO DE CONSCIENTIZAÇÃO, o qual abordou os assuntos de “Higienização das Mãos” e “Degustação Interativa”.

O objetivo do encontro foi demonstrar aos pacientes que fazem tratamento de câncer em nossa instituição, qual a importância da remoção de sujeiras, suor, oleosidade e ainda como se prevenir contra infecções veiculadas ao contato.


A programação também incluiu degustação de alimentos, informações nutricionais, bem como aproveitamento das cascas e sementes desses alimentos criando outras receitas deliciosas e saudáveis. O consumo de produtos saudáveis, em ambientes que considerem a sustentabilidade social, econômica e ambiental.




































quinta-feira, 3 de julho de 2014

Bactéria presente na saliva indica câncer no pâncreas, diz estudo

A descoberta pode levar a uma nova forma de detectar o tumor,

mesmo em estágio inicial

Pacientes diagnosticados com câncer no pâncreas tinham níveis elevados das bactérias Leptotrichia e
Campylobacter na saliva (Stockbyte/Thinkstock)
Um estudo descobriu que pacientes com câncer de pâncreas possuem uma bactéria específica na saliva, ausente em pessoas saudáveis ou com outros tipos de tumor. A descoberta, relatada neste domingo no encontro anual da Sociedade Americana de Microbiologia, em Boston, nos Estados Unidos, pode servir de base para um possível teste que detecte a doença em estágio inicial.
O câncer de pâncreas é responsável por 2% de todos os tipos de câncer e 4% do total de mortos por essa moléstia. Como os sintomas só costumam aparecer nas etapas avançadas da enfermidade, o diagnóstico é normalmente tardio.
Um estudo descobriu que pacientes com câncer de pâncreas possuem uma bactéria específica na saliva, ausente em pessoas saudáveis ou com outros tipos de tumor. A descoberta, relatada neste domingo no encontro anual da Sociedade Americana de Microbiologia, em Boston, nos Estados Unidos, pode servir de base para um possível teste que detecte a doença em estágio inicial.
O câncer de pâncreas é responsável por 2% de todos os tipos de câncer e 4% do total de mortos por essa moléstia. Como os sintomas só costumam aparecer nas etapas avançadas da enfermidade, o diagnóstico é normalmente tardio.
Fonte: veja.abril.com.br


quarta-feira, 2 de julho de 2014

Exame que vê risco de câncer pode ser oferecido no SUS

Teste é o mesmo feito pela atriz Angelina Jolie e detecta chance de tumor na mama


Rio - Exame feito pela atriz Angelina Jolie, no ano passado, para detectar o risco de câncer de mama poderá ser oferecido, gratuitamente, pelo Sistema Único de Saúde (SUS) a todas as mulheres com chances de desenvolver tumores. A medida faz parte de projeto de lei do Senado e que será discutido também na Câmara dos Deputados.

Além do teste genético que vai mostrar os riscos de câncer de mama, a ideia é que o SUS disponibilize também exame para mostrar a probabilidade genética de tumores de colo de útero. Além disso, se a medida for aprovada, as mulheres com alto risco para a doença poderão se submeter à mastectomia bilateral preventiva (retirada dos seios), mesmo procedimento feito por Jolie.

De acordo com o chefe do serviço de oncogenética do Hospital Erasto Gaertner, José Cláudio Casali, o exame detecta se os genes BRCA1 e BRCA2 — que favorecem o desenvolvimento do câncer de mama e de ovário — estão presentes no DNA da mulher. O teste é feito com amostra de sangue ou de saliva da paciente.

São considerados ‘grupos de risco’ e podem se submeter ao teste mulheres com três casos de câncer do mesmo lado da família e em parentes próximos (mãe e tia, por exemplo). Casos de familiares com tumor antes dos 50 anos também integram o grupo vulnerável.
Casali explica ainda que, para os resultados serem mais precisos, é importante que o parente próximo da candidata que teve câncer também passe pelo teste.

Após perder a mãe com câncer de mama, a paranaense Kelly Almeida, 31 anos, resolveu se submeter ao teste e descobriu que tinha 85% de chances de desenvolver o mesmo tumor. Ela teve que arcar com os custos do exame — total de R$ 3,4mil —, porque, em 2013, o plano de saúde não cobria o procedimento. Assim como Angelina, Kelly retirou os dois seios.

“Se for oferecido pelo SUS, a vida de muitas mulheres seria salva”, disse. O projeto de lei, do senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), também prevê que mulheres com risco para câncer de mama tenham acesso à mamografia a partir dos 35 anos. Hoje, a idade é 40 anos.

Jolie retirou os seios em 2013
Em maio de 2013, a atriz norte-americana Angelina Jolie tornou pública sua decisão de retirar os seios para evitar o câncer de mama, depois de fazer o exame de probabilidade genética e descobrir que tinha 87% de chances de ter o problema. A mãe da atriz morreu aos 56 anos pelo avanço agressivo da doença.

A cirurgia é considerada o método mais eficaz de prevenir a ocorrência do tumor em mulheres com predisposição e é capaz de reduzir os riscos de câncer de 85% para 5% — um percentual inferior ao que pessoas sem casos na família possuem, segundo José Cláudio Casali.
“Ao saber disso, decidi tomar essa iniciativa e reduzir o risco ao mínimo. Comecei pelos meus peitos, já que o risco de sofrer um câncer de mama era superior ao de ter um câncer de ovário”, ressaltou a atriz em depoimento ao jornal ‘The New York Times’.

O mesmo exame apontou um risco de 50% para câncer de ovário e, em março deste ano, Angelina anunciou que faria uma nova cirurgia, ainda sem data divulgada. Na época, ela elogiou o esposo, Brad Pitt, pelo companheirismo.

Fonte: odia.ig.com.br

terça-feira, 1 de julho de 2014

Amor vira 'remédio' contra o câncer

Histórias como do best-seller 'A Culpa é das Estrelas' mostram como é importante ter afeto durante tratamento

Fernanda e José Lucas: no meio da dor, o amor. Foto: Arquivo pessoal

O filme “A Culpa é das Estrelas”, baseado no best-seller homônimo do escritor norte-americano John Green, tem levado legiões de espectadores aos cinemas. O longa-metragem já arrecadou cerca de US$ 170 milhões desde a sua estreia no último dia 6.
No enredo, Hazel e Augustus, dois adolescentes com câncer que se conhecem em um grupo de apoio a pessoas com a doença, começam a namorar.
A história parece um pouco improvável na “vida real”, mas não é impossível. Fernanda Bernini Penão, 23 anos, é prova disso. Ela foi diagnosticada com câncer em agosto de 2012 e conheceu seu namorado, José Lucas da Silva, 18 anos, nove meses depois.
“Eu falo que ele é meu anjo. Quando eu estou mal, triste, com dor, e ele chega, tudo passa”, afirma.
Fernanda é de Taiaçu, a 91 quilômetros de Ribeirão Preto, e está em tratamento no Hospital de Câncer de Barretos. Ela conta que foi paixão à primeira vista. Em maio de 2013, José Lucas, que é de Monte Alto, esteve em Taiaçu em um encontro de jovens da igreja que Fernanda frequenta. Ela o adicionou no Facebook e eles passaram a trocar mensagens. Em setembro, começaram a namorar.
“Um dia ele pediu para eu tirar a peruca. Fiquei sem graça e neguei, mas ele puxou e viu minha careca. Falou que eu era linda de qualquer jeito. Depois disso, parei de usar peruca”, recorda.

Apoio da família
Isabella superou um Linfoma de Hodgkin com o apoio da família e dos amigos. Foto: Arquivo pessoal

E não é só o amor de namorado que ajuda no tratamento da doença. Para Isabella Miranda, 23 anos, foi com o apoio da família e dos amigos que ela conseguiu superar um Linfoma de Hodgkin, uma forma de câncer que se origina nos linfonodos (gânglios) do sistema linfático.
Isabella descobriu a doença em março de 2013, mesmo sentindo um caroço em seu pescoço desde junho de 2012. “Os médicos falavam que era um gânglio que estava inflamado por causa de uma gripe, mas ele [caroço] foi aumentando e, em março de 2013, tive paralisia facial”, relata.
De volta ao médico, fez uma biópsia e obteve o diagnóstico de câncer.
Passou por sessões de quimio e radioterapia. “Como a quimioterapia faz cair muito a imunidade, eu não podia frequentar lugares com muitas pessoas, então quase não saía de casa e, por ficar muito tempo sozinha, o que me animava era a minha família, além de visitas frequentes de meus amigos, que me distraiam, me animavam e me faziam sentir uma pessoa muito querida”.

Alívio
A psico-oncologista Cristiane Corsini Prizanteli, responsável pelo Serviço de Psicologia do Hospital de Câncer de Ribeirão Preto - Fundação SOBECCan, destaca que o relacionamento amoroso pode propiciar um alívio emocional durante o tratamento, na medida em que a pessoa compartilha seus medos, angústias, frustrações e alegrias.
“Não se trata de ‘superar a doença’, mas de ajudar essa pessoa a conviver melhor com o tratamento, ao transmitir sentimentos de esperança, solidariedade, compartilhando momentos do tratamento”, observa.
Segundo a psicóloga Érika Arantes de Oliveira-Cardoso, da Unidade de Transplante de Medula Óssea do HCFMRP-USP (Hospital das Clínicas da faculdade de Medicina de Ribeirão Preto) e do Departamento de Psicologia da FFCLRP-USP (faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto), após a descoberta de uma doença grave como o câncer, o paciente fica fragilizado emocionalmente.
“Ele precisa lidar com a necessidade de um tratamento severo e com os conhecidos e desagradáveis efeitos colaterais, necessitando se afastar das atividades escolares, sociais e ocupacionais. Nesse momento, a presença de pessoas emocionalmente significativas para eles é, sem dúvida, um diferencial, no enfrentamento desta situação”.

Fundamental
Alexandre conta com o apoio da mãe, Mara: carinho essencial. Foto: Matheus Urenha/A Cidade

A presença da família e dos amigos também tem sido fundamental para Alexandre Castanheira Monteiro, 22 anos. Em 2006, ele começou a se cansar muito durante os treinos de kung fu e tênis. Passou a mancar e ficou estrábico. Preocupados, os pais procuraram ajuda. Os exames, no entanto, não acusavam alterações neurológicas.
Algum tempo depois, um tumor foi constatado dentro do tronco cerebral.
Devido ao local do tumor, perto da medula, os médicos disseram que Alexandre não poderia ser operado, sob o risco de perder os movimentos e a visão. A família optou, então, por tratamentos alternativos.
Em 2009, ele começou a usar muletas. As pernas não mais o obedeciam. No ano seguinte, o tumor aumentou e o que parecia ser uma má notícia se tornou uma fonte de esperança.
O tumor expandiu para uma área fora de risco e permitiu que uma biópsia fosse feita, confirmando a neoplasia maligna. Isso possibilitaria um tratamento mais certeiro.
A biópsia, entretanto, deu origem a um edema, que comprometeu os movimentos de Alexandre. “Eu falava para ele ‘vamos olhar para frente, acredite no inacreditável’”, lembra Mara Castanheira Monteiro, 55 anos, que parou de trabalhar para se dedicar integralmente ao filho.
Entre idas e vindas, Alexandre fez radio e quimioterapia, perdeu os cabelos, o paladar e o bigode, mas também fez cursinho, passou no vestibular e começou a cursar informática biomédica na USP (Universidade de São Paulo). A faculdade teve que ser interrompida por duas vezes, mas Alexandre segue lutando sem se revoltar. “Se eu soubesse que ia acontecer tudo isso, eu teria feito um monte de coisa”, afirma. “Mas eu acho que vou melhorar”, aposta.
Mais forte
“Você se sente tão protegido quando é amparado pela família que para de pensar que vai morrer”, comenta Mara Lucia Donaire dos Santos, 53 anos. Ela não sabe como teria sobrevivido ao câncer de mama sem a ajuda da família.
Mara sentiu pontadas no peito no final de abril do ano passado. Descobriu um caroço no seio esquerdo, fez tomografia, biópsia e passou por cirurgia. Tirou a mama esquerda e um pedaço da mama direita.
Segundo ela, a queda do cabelo decorrente da quimioterapia incomodou mais do que a falta do seio. Antes de o cabelo cair, ela já raspou a cabeça e colocou peruca. “Eu estava com tanto medo de morrer que não me importei com isso [ausência do seio]”.
Mara acredita que a doença uniu a família. Seu marido tirou licença do trabalho e os filhos, que moram fora, passaram a voltar para casa com mais frequência. “Eu não consigo imaginar o que uma pessoa faria sem a família em uma situação dessas”.
Fonte: jonalacidade