Pesquisar este blog

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Conheça os efeitos colaterais mais comuns e esperados durante o tratamento quimioterápico e algumas dicas para atenuá-los

Há efeitos colaterais que podem exigir tratamentos específicos ou alterações no plano de tratamento do câncer
 

A quimioterapia tem como principal objetivo eliminar as células cancerígenas que formam o tumor. Os medicamentos utilizados, na maior parte dos casos, não são capazes de diferenciar as células malignas das células normais. Assim, dizemos que a quimioterapia possui ação sistêmica no organismo do ser humano, ou seja, ela atinge tanto às células que formam o tumor quanto às células sadias. O resultado disso é o aparecimento de efeitos colaterais que são considerados normais ao tratamento e podem se manifestar tanto fisica quanto emocionalmente.

Há efeitos colaterais que podem exigir tratamentos específicos ou alterações no plano de tratamento do câncer. Os mais frequentes são queda de cabelo, ansiedade, náuseas, vômitos, anemia, fadiga e alterações renais e digestivas. É importante ressaltar que grande parte desses efeitos é transitória, variam entre os pacientes e em função do tipo e da combinação de drogas utilizadas. Sendo que a maioria dos efeitos desaparece assim que o tratamento chega ao fim.

Alterações Sexuais

As desordens sexuais são comuns e afetam cerca de 40% das mulheres e 30% dos homens. A incidência é ainda maior nas pessoas com câncer em função do resultado do tratamento ou do próprio tumor. Os problemas sexuais geralmente são causados por transformações no corpo decorrentes de cirurgia, radiação ou quimioterapia que podem causar alterações hormonais, fadiga, diminuição do desejo sexual, tensão, depressão e ansiedade.

Essas alterações se manifestam diferentemente no sexo feminino e masculino. A quimioterapia na mulher pode provocar alterações nos ovários, mudanças nos níveis hormonais e menopausa precoce. No homem, a quimioterapia pode gerar mudanças hormonais, diminuição do fluxo de sangue no pênis e dano aos nervos que controlam o pênis. Essas alterações podem produzir impotência ou disfunção erétil.

Alguns efeitos poderão melhorar com o término da quimioterapia. Por exemplo, é muito frequente homens e mulheres relatarem a perda do interesse sexual durante a quimioterapia e recuperarem o interesse ao terminar o tratamento.

Alterações nas Mulheres

§  - Sintomas de menopausa em mulheres que ainda não chegarama a esta fase, como ondas de calor;

§  - Secura vaginal e irritabilidade;

§  - Períodos menstruais irregulares ou ausentes;

§  - Aumento da secreção vaginal e prurido (coceira) vaginal;

§  - Falta de interesse sexual;

§  - Sentir-se preocupada, tensa ou deprimida por não ter relações sexuais e muito cansada para ter relações sexuais.

Alterações nos Homens

§  - Não conseguir ter orgasmos;
§  - Impotência;
- - Sentir-se preocupado, tenso ou deprimido por não ter relações sexuais e muito cansado para ter relações sexuais.

Dicas para as mulheres

§  - Converse com seu médico sobre a existência de alterações nas relações sexuais durante o tratamento quimioterápico. Elas são comuns na maioria das mulheres, mas sempre é melhor receber orientação de um profissional de saúde;
- -  É muito importante não engravidar durante o tratamento quimioterápico, já que os medicamentos utilizados podem afetar o desenvolvimento do feto, sobretudo durante os três primeiros meses;
- - Se não estiver na menopausa, comunique a seu médico para que ele possa orientar sobre o melhor método anticoncepcional para você;
- - Em caso de secura vaginal, converse com seu médico para a possibilidade de prescrição de um produto para aliviar o sintoma;
--  Use roupas íntimas preferencialmente de algodão. Não use calças ou shorts apertados;
- - Em caso de sentir ondas de calor, evite usar muita roupa. Sempre tenha uma peça leve à mão com a qual possa se agasalhar em caso de esfriar;
- -  Mantenha-se ativa, realize caminhadas ou outro tipo de exercícios físicos leve;
  - Reduza o estresse e pratique ioga, meditação ou outras formas de relaxamento.

Dicas para os homens

  §  Converse com seu médico sobre a existência de alterações nas relações sexuais durante o tratamento quimioterápico. É sempre melhor receber uma orientação de um profissional de saúde;
         §  se camisinha se tiver relações sexuais até 48 horas após receber quimioterapia. O uso de camisinha é recomendado porque pequenas doses de medicamentos quimioterápicos podem ficar no sêmen;
 §  É muito importante que sua parceira não engravide enquanto você recebe tratamento quimioterápico. A quimioterapia pode danificar seu esperma e provocar efeitos colaterais sérios ao feto.

Dicas para homens e mulheres

§  - Conversem de forma aberta e honesta com o parceiro;
§  - Procurem novas formas de compartilhar seus sentimentos e sua intimidade.

Anemia

O tratamento quimioterápico pode afetar as células do sangue (glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas). Isso ocorre porque os medicamentos atingem a medula óssea que pode reduzir a produção de glóbulos vermelhos, responsáveis por conduzir o oxigênio pelo corpo e, por isso, é necessário que o coração bombeie mais rápido para compensar esta deficiência. A anemia pode apresentar sintomas variados que incluem aumento do batimento cardíaco, falta de ar, fraqueza, tontura e fadiga.

Dicas para o paciente

  §  Tente dormir 8 horas todas as noites. Durante o dia, procure se deitar ou descansar uma ou duas vezes, por 30 a 60 minutos;
§  Limite suas atividades e atenha-se às realmente importantes;
§  Permita que outras pessoas o ajudem. Familiares e amigos podem auxiliar ao cuidar de crianças, ir ao supermercado, acompanhar as consultas agendadas ou realizar tarefas que necessitem de grande esforço;
§  Siga uma dieta balanceada, escolhendo alimentos que contenham as calorias e proteínas necessárias ao seu organismo. Tente manter o mesmo peso o maior tempo possível. Fale com seu médico, enfermeira ou nutricionista da equipe para receber orientação sobre a dieta mais benéfica.
§ É normal passar pelo sentimento intenso de medo ou receio em alguns episódios de nossas vidas. Durante o tratamento do câncer, não é diferente. Algumas preocupações estão mais presentes como a possibilidade de metástases, dor, dependência dos familiares e mudanças no corpo. A ansiedade é normal, desde a notícia do diagnóstico até o final do tratamento. Mas se atrapalhar a vida do paciente por um período prolongado, é recomendável procurar auxílio. A ansiedade pode ser classificada em:

Aguda

 - Palpitações
  - Aumento da pressão sanguínea
  - Dor no peito
  -Falta de ar
  -Calafrios
  - Tontura e tremor

Crônica

§  -  Preocupação excessiva e inquietação
  - Tensão muscular
  - Insônia
  - Irritabilidade
  - Fadiga
  - Dificuldade de concentração
  - Dificuldade em tomar decisões

Dicas para o paciente:

 §  Descubra especificamente o que faz você ficar nervoso e com medo; 
 §  Compartilhe os sentimentos com seu médico e seus familiares;
 §  Tente dormir bem;
 §  Evite cafeína e nicotina;
 §  Pratique relaxamento;
 §  Mantenha-se ativo e sociável.

Constipação

A prisão de ventre (constipação) se refere à condição irregular do sistema digestivo e à consistência endurecida e ressecada das fezes. Ela é comum em pacientes submetidos a tratamentos contra o câncer e pode provocar dor, inchaço abdominal, perda de apetite, náusea e vômito.

Dentro das causas de constipação estão o uso de medicamentos, a falta de atividade física, permanecer muito tempo prostrado, comer alimentos pobres em fibras e não ingerir suficiente quantidade de líquidos.

Dicas para o paciente:

  §  Beba bastante líquido;
§  Coma alimentos ricos em fibras como pão e cereais integrais, feijão e vegetais crus;
§  Prefira frutas como ameixa, banana-d’água (nanica), abacaxi, melão, laranja, mexerica, mamão, abacate, uva, manga, morango, kiwi e melancia;
§  Evite limão, banana-prata, banana-maçã, jabuticaba, goiaba, produtos de pastelaria e embutidos;
§  Dê preferência a carnes magras, aves e peixes;
§  Realize atividade física: caminhe, pratique ioga, ande de bibicleta ou faça alongamentos. No caso de não poder andar, pergunte ao médico que exercícios são possíveis de se realizar deitado ou sentado;
§  Os laxativos devem ser tomados somente sob orientação médica;
§  Ao sentir vontade de evacuar, faça o mais rápido possível e evite esforçar-se excessivamente para não provocar hemorroidas;
§  Fale com o médico ou sua equipe caso não tenha conseguido evacuar por mais de dois dias.

Diarreia

A quimioterapia e a radioterapia, principalmente as aplicadas na região pélvica, podem causar alterações na mucosa do trato digestivo, modificando a absorção de líquidos e a composição da flora intestinal. A diarréia é consequência dessa alteração e acarreta excessiva perda de líquidos e eletrólitos.

Outros medicamentos para tratar efeitos colaterais da quimioterapia, como constipação ou infecções, também podem provocar diarreia. É importante preveni-la ou tratá-la. O paciente deve notificar o médico ao menor sinal de dor, cólica ou na ocorrência de até quatro evacuações ao dia de fezes predominantemente desmanchadas ou líquidas.

Dicas para o paciente:

  §  Alimente-se várias vezes ao dia em pequenas refeições;
§  Hidrate-se, pois pode haver grande perda de líquidos e é preciso repô-los. Ingira aproximadamente dois litros de água por dia que podem estar distribuídos em sucos, chás, sopas, gelatinas, isotônicos e água de coco;
§  Beba lentamente e de forma constante. Evite líquidos muito frios ou muito quentes;
§  Coma alimentos com pouca fibra (arroz branco, torradas, bolachas, pão branco, batata, carnes magras e legumes cozidos).
§  Evite as gorduras;
§  Coma bananas, batatas e carnes que ajudam a manter um nível adequado de potássio, necessário para que os músculos funcionem convenientemente;
§  Evite verduras e frutas cruas, procure cozinhá-las;
§  Evite cafeína (café, chá-mate e chá preto), álcool, leite e derivados, gorduras, fibras, mamão, suco de laranja, suco de ameixa seca, repolho, brócolis, couve-flor, feijão, milho e alimentos temperados;
§  Mantenha a região anal limpa para prevenir irritações na pele;
§  Entre em contato com seu médico ou com a equipe responsável em caso de apresentar episódios diarréicos por mais de 24 horas.

Dor

Há certas quimioterapias que podem provocar efeitos secundários como ardor, formigamento, lesões na boca, dor de cabeça, dores nas mãos, pés, musculares e/ou de estômago. Esses efeitos são causados tanto pela doença quanto pelo tratamento quimioterápico. Em caso de aparecimento de dor, o paciente deve conversar com o médico ou com a enfermeira para receber orientação.

Dicas para o paciente:

 §  Quando conversar com seu médico ou enfermeira descreva o local da dor, as características, duração e a intensidade (leve, moderada ou severa). Outras características devem ser citadas como desaparecimento espontâneo, ações usadas para aliviá-la e até se ela é constante. No caso de tomar algum medicamento, comente a frequência com que o toma, a quantidade e se está ou não ajudando;
§  Uma maneira bastante eficaz para controlar a dor é tomar os medicamentos prescritos pelo seu médico em horários regulares, mesmo se não estiver sentindo os sintomas no momento. Isso é importante, principalmente, em casos de dor constante;
§  Tome os medicamentos exatamente como seu médico lhe indicou. A dor é mais difícil de controlar se ficar esperando que passe. Não deixe que fique insuportável;
§  Relaxe, pratique meditação ou ioga. Isso pode ajudar a diminuir a tensão muscular, a ansiedade e a dor;
§  Comunique ao médico em caso de mudanças nas características da dor. Se isso acontecer, pode ser necessário modificar ou ajustar a medicação.

Insônia

A insônia se caracteriza pela dificuldade em dormir, manter-se dormindo ou voltar a dormir. Ela não é um efeito direto da medicação quimioterápica ou da radioterapia. Entretanto, os mais diversos efeitos colaterais dos tratamentos podem interferir na qualidade do sono dos pacientes.

Ao longo do dia a insônia pode causar desconfortos como cansaço, perda de energia, falta de concentração ou irritabilidade. Isso acaba afetando não apenas a disposição, mas também a qualidade de vida e da saúde. Há medicamentos que podem ajudar a aliviar a insônia, porém, só devem ser usados por curtos períodos de tempo e sob orientação médica.

Dicas para o paciente:

  §  Evite ou consuma moderadamente café, álcool e nicotina, especialmente à noite;
§  Encontre maneiras de relaxar como um banho quente, meditar ou ouvir música à meia-luz;
§  Pratique atividade física;
§  Evite forçar o sono, pois pode gerar ansiedade e deixá-lo mais alerta;
§  Habitue-se a deitar e levantar no mesmo horário;
§  Evite refeições pesadas antes de deitar-se;
§  Busque um ambiente tranquilo, escuro e com temperatura agradável;
§  Restrinja o sono durante o dia e limite o tempo em que permanece na cama.

Mucosite

A mucosite é uma inflamação que pode levar a pequenas feridas na mucosa da boca e ocorre, com certa frequência, durante o tratamento quimioterápico. Uma vez detectadas as lesões bucais, o cirurgião-dentista realiza o tratamento odontológico apropriado para eliminá-las. Uma sensação de queimação na garganta também pode se desenvolver e gerar dificuldade para engolir (disfagia).

Dicas para o paciente:

  §  Consulte seu dentista antes do início do tratamento para que os possíveis focos de infecção possam ser identificados e removidos;
§  Realize inspeções diárias em busca de feridas, pontos vermelhos ou brancos e sinais de dor. Nesse caso, avise o médico imediatamente;
§  Seja rigoroso com a higiene bucal como escovação cuidadosa, aplicações tópicas de flúor regularmente e controle alimentar;
§  Chupe gelo ou picolé durante o tratamento ou quando sentir a boca seca e irritada;
§  Prefira uma escova macia, pasta de dente fluoretada e enxágue a boca com água e sal;
§  Faça bochechos com água bicarbonatada (1/2 copo de água filtrada e 1 colher de café de bicarbonato de sódio). Repita o procedimento até seis vezes ao dia;
§  Não utilize soluções para enxágue bucal que contenham álcool em sua fórmula;
§  Evite bebidas gasosas e alimentos duros, secos, ásperos, muito condimentados ou apimentados;
§  Ajuste a dentadura adequadamente, remova-a durante a limpeza e evite seu uso em casos de irritação;
§  Evite alimentos ácidos (laranja, abacaxi, limão);
§  Prefira os sucos de maçã e os néctares;
§  Dê preferência aos pratos leves e macios (purês, legumes amassados, cremes, pudins, gelatinas);
§  Cozinhe os alimentos até que fiquem pastosos;
§  Mantenha os alimentos em temperatura ambiente ou levemente frios.

Mudanças na Pele

O tratamento quimioterápico pode gerar mudanças na pele durante ou mesmo após o procedimento. As reações podem variar de secura, vermelhidão e até mesmo acne. Ao longo desse período, aumentam os riscos de queimaduras solares e escurecimento cutâneo.

Na maioria das vezes, as mudanças menores de pele melhoram após o término do tratamento quimioterápico. Entretanto, algumas devem ser tratadas imediatamente, já que podem ser permanentes. Confira abaixo situações em que o paciente deve ficar alerta.

 §  Reações menores
Coceira, ressecamento da pele, erupções cutâneas, descamação e maior sensibilidade quando a pele é exposta ao sol.

 §  Reações importantes Reação severa da pele em casos em que o local tenha recebido previamente radioterapia e/ou quimioterapia que pode causar dor, vermelhidão ou bolhas.

 §  Extravasamento da medicação Em caso de dor ou ardência durante a administração da quimioterapia, o paciente deve comunicar o fato de imediato à enfermeira ou médico. Em alguns casos, a agulha por onde se introduz o quimioterápico pode sair do lugar, provocando esses sintomas.

 §  Reações alérgicas à quimioterapia Comunicar imediatamente ao médico em caso de chiado no peito ao respirar, coceira na pele, aparecimento de rash cutâneo (sentir o rosto ficar vermelho e esquentar) ou urticária.

 §  Radiodermite ou radiodermatite
É uma lesão cutânea resultante de excesso de exposição à radiação ionizante, que geralmente se manifesta após uma ou duas semanas de tratamento.

 §  Úlceras de pressão Também conhecidas como “feridas de cama”, trata-se de ulcerações que se formam onde há pressão constante em uma área do corpo por tempo prolongado.

Mudanças nas Unhas

As unhas também podem ser afetadas durante o tratamento quimioterápico e tornarem-se mais escuras, frágeis, quebradiças e até mesmo cair. Após algum tempo, elas voltam a crescer.

Dicas para o paciente:

  §  Use luvas para proteger as mãos e as unhas ao lavar a louça, limpar a casa ou trabalhar em jardinagem;
§  Não use produtos que possam ser irritantes para as unhas e para as cutículas;
§  Evite retirar as cutículas quando fizer as unhas das mãos e dos pés;
§  Comunique ao médico em caso de mudanças nas unhas ou se as cutículas ficarem vermelhas e sensíveis.

Mudanças no Sistema Nervoso

A quimioterapia pode causar efeitos colaterais no sistema nervoso. Alguns dos sintomas que podem aparecer são:

  §  Formigamento, fraqueza e adormecimento nas mãos e nos pés;
§  Maior sensibilidade ao frio;
§  Dor ao caminhar;
§  Fraqueza, aumento da sensibilidade, cansaço e dor muscular;
§  Sensação de perda do equilíbrio (tontura);
§  Dificuldades para pegar objetos ou abotoar a roupa;
§  Tremores;
§  Diminuição da audição;
§  Fadiga;
§  Confusão e problemas de memória;
§  Depressão.

Dicas para o paciente:

  §  Comunique de imediato a seu médico se apresentar os sintomas descritos acima;
§  Procure caminhar lentamente, segurar em corrimões, utilizar tapetes antiderrapantes, remover obstáculos (cabos e tapetes);
§  Sempre use sapatos ou tênis com sola de borracha;
§  Use luvas se estiver cozinhando, lavando louça ou trabalhando no jardim;
§  Descanse quando se sentir cansado, não espere ficar fadigado;
§  Se você notar que sua a memória está falhando, solicite a um familiar ou amigo que lhe ajude a elaborar planos de horários para tomar a medicação no momento correto. É importante anotar qual medicamento deve ser tomado e comunique ao médico se ocorrer essa dificuldade.

Náuseas e Vomitos

Existem tipos de quimioterapia que podem causar náuseas e vômitos. Enquanto algumas pessoas nunca sentem esses efeitos colaterais, outras podem senti-las intensamente. As náuseas e os vômitos podem aparecer minutos ou horas após o início da infusão da medicação e podem permanecer por dias.

Se o vômito ocorrer de forma intensa e frequente, pode causar desidratação (perda de sal e água), desequilíbrio de eletrólitos (sódio, cálcio e potássio) e perda de peso. O vômito agudo acontece nas primeiras 24 horas depois do tratamento quimioterápico, enquanto o tardio persiste de dois a três dias. Para minimizar o desconforto dos pacientes, a medicina dispõe de antieméticos (medicamentos para controle de náusea).

Dicas para o paciente:

§  Uma maneira de evitar os vômitos é controlar as náuseas. Para isso, a recomendação é consumir alimentos e bebidas de fácil digestão. Planeje sua alimentação, há pessoas que se sentem melhor quando comem antes da quimioterapia, outras preferem não comer nada. Entretanto, deve-se aguardar pelo menos uma hora após a quimioterapia para ingerir algum tipo de alimento ou bebida;

  §  Realize cinco ou seis pequenas refeições. Não ingira muito líquido antes ou durante a alimentação e não se deite imediatamente após se alimentar;
§  Consuma alimentos e bebidas mornas e frescas;
§  Não consuma bebidas gasosas;
§  Evite alimentos e bebidas quentes ou fortes como café, peixe, cebola ou alho. Eles podem desencadear as náuseas e os vômitos;
§  Mantenha a casa com ar fresco e livre de odores. O cheiro do preparo de alimentos pode ser desagradável para o paciente;
§  Descanse após as refeições, de preferência sentado;
§  Abuse das torradas e dos biscoitos de água e sal, sobretudo pela manhã;
§  Relaxe e procure pensar em imagens positivas, que ajudem a mudar as expectativas e o temor relativos à náusea e ao vômito;
§  Antes do início da quimioterapia é bom relaxar praticando alguma atividade que goste como meditar, ler um livro ou escutar música. Isso fará com que sinta menos náuseas;
§  Verifique com seu médico se os medicamentos antieméticos estão fazendo efeito ou não. Comunique quando ocorrem náuseas e vômitos e a duração desses sintomas. Lembre-se de mencionar se vomitou logo após comer algum alimento, tomar alguma bebida ou algum medicamento.

Neuropatia Periférica Induzida pela Quimioterapia

A neuropatia periférica induzida pela quimioterapia (NPIQ) é um dos motivos mais comuns para o abandono do tratamento pelos pacientes com câncer. Há a possibilidade de formigamento, dormência, pontadas, ardência e aumento da sensibilidade à temperatura. Ela começa geralmente nas mãos e nos pés, e sobe gradualmente pelas extremidades.

A NPIQ também pode gerar dor intensa que dificulta a execução de tarefas rotineiras como abotoar a camisa, contar moedas ou caminhar. Cerca de 30% a 40% dos pacientes com câncer, submetidos à quimioterapia, experimentam algum desses sintomas. Pode ser um efeito colateral muito debilitante e não há como se prever quem vai sofrê-lo e em qual grau.

Para algumas pessoas, os sintomas podem ser atenuados ao diminuir a dose de quimioterapia ou suspender temporariamente a mesma. Há casos em que sintomas permaneceram por meses, anos ou mesmo indefinidamente.

Os sintomas da NPIQ são geralmente tratados de forma similar a outros tipos de nevralgia, ou seja, uma combinação de fisioterapia, terapias complementares (como massagem e acupuntura) e medicamentos que podem incluir esteróides, antidepressivos, antiepiléticos e opioides para controlar a dor severa. Entretanto, nenhum dos tratamentos citados mostrou ser verdadeiramente eficaz no tratamento da NPIQ e praticamente todos os medicamentos provocam outros efeitos colaterais. Os medicamentos quimioterápicos associados a NPIQ são: compostos de platina (cisplatina, carboplatina, oxaliplatina), vincristina, taxanos (docetaxel, paclitaxel), epotilonas, bortezomib, talidomida e lenalidomida.

Perda de Apetite

Há fases do tratamento contra o câncer em que o apetite diminui, sendo fato recorrente durante as aplicações de quimioterapia e menos frequentes nos tratamentos radioterápicos. O paciente deve buscar alternativas alimentares que permitam manter seu peso e sua energia. É preciso aceitar as mudanças de apetite e paladar que podem ocorrer durante e depois do tratamento e entender que elas são transitórias.

Dicas para o paciente:

  §  Varie seu cardápio e planeje-o com antecedência;
§  Alimente-se levemente antes de ir dormir;
§  Não se preocupe em manter hábitos alimentares anteriores ao início do tratamento;
§  Capriche no café da manhã. Normalmente, os pacientes têm mais disposição para comer nessa parte do dia;
§  Consuma alimentos sólidos antes dos líquidos para evitar ficar saciado muito rapidamente;
§  Faça pequenas caminhadas a fim de abrir o apetite;
§  Procure usar leite fortificado na preparação de pratos, chocolate quente e vitaminas;
§  Adote suplementos alimentares industrializados de acordo com a indicação de seu médico;
§  Utilize ervas aromatizantes (manjericão, alecrim e orégano) para adequar o gosto dos alimentos.

Prurido (Comichão)

O prurido é mais comum nos casos de leucemia, linfoma e mieloma (câncer de medula). Ele também é causado por insuficiência hepática ou renal, problemas de tireóide, reação a drogas, pele seca e urticária.

Dicas para o paciente:
§  Coceira, ressecamento da pele, vermelhidão, rash cutâneo e descamação: esses sintomas podem ser aliviados com banhos curtos, usando uma esponja macia e um sabonete suave. Evite banhos longos e quentes;
§  Na hora de se enxugar, realize movimentos delicados e evite muito atrito com a toalha;
§  Use um creme ou loção após o banho;
§  Evite o uso de perfumes, colônias ou loções que contenham álcool em sua composição;
§  Não se exponha ao sol entre 10h e 16h. Em caso de sensibilidade, evite a luz solar direta;
§  Utilize um bloqueador com fator de proteção (FPS) mínimo de 30. Proteja também os lábios com batom ou protetor que contenha FPS de 15. Use roupas que protejam a pele, preferencialmente de cores claras, camisas ou blusas de algodão de mangas compridas, calças compridas, chapéus, bonés ou lenços;
§  Se houver alguma alteração na pele, comunique ao médico para que ele verifique se é uma reação ao tratamento ou não, e se existe a necessidade de realizar um tratamento específico para o problema.

Queda de Cabelo

A perda de cabelo (alopecia) varia de intensidade dependendo da droga utilizada e de acordo com a pessoa que está em tratamento. Ela pode ocorrer em todo o corpo, mas é mais comum na cabeça. Há também casos em que não ocorre perda de cabelo, mas mudança de cor e de textura. Isso ocorre pois alguns tipos de quimioterapia danificam as células responsáveis pelo crescimento capilar.
A queda, em geral, começa duas ou três semanas após o início da quimioterapia e pode ocorrer lentamente ou em mechas. A duração da perda de pelos varia entre algumas semanas e meses. Esse efeito colateral, normalmente, é temporário. Após o término da quimioterapia, os pelos e os cabelos também voltam a crescer em cerca de dois a três meses.

Dicas para os pacientes:

  §  Corte o cabelo (aos poucos ou todo de uma vez). Isso lhe dará uma sensação maior de controle sobre a queda e faz com que seja mais fácil manejar a perda;
§  Use bonés, bandanas, lenços;
§  Se preferir usar peruca, compre-a quando ainda tiver cabelos, escolhendo uma de tom parecido ao natural, confortável e que não machuque o couro cabeludo;
§  Tome cuidado ao lavar a cabeça e use um xampu suave, preferencialmente neutro. Enxugue a cabeça com uma toalha macia e com movimentos suaves, sem esfregar;
§  Não utilize artigos ou produtos que possam machucar o couro cabeludo como chapinhas, secador elétrico, tinturas para cabelo ou produtos de permanente;
§  Depois da queda do cabelo, é recomendável proteger a cabeça, especialmente o couro cabeludo, que pode estar sensível. Use chapéus, turbantes ou lenços;
§  Não fique em ambientes com temperaturas muito baixas ou muito altas. Use sempre um bloqueador solar para proteger o couro cabeludo;
§  Use travesseiros com fronha de cetim, tecido que cria menos fricção que os de algodão e pode ser mais confortável para dormir;
§  Fale sobre o que está sentindo em relação a perda de cabelos e não hesite em procurar ajuda psicológica. Muitas pessoas ficam chateadas, deprimidas ou envergonhadas com esse efeito colateral;
§  Lembre-se: seu cabelo voltará a crescer!

Fonte: cccancer.net

 

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Dia Nacional da Mamografia - 05 de fevereiro

As mulheres devem ficar atentas aos sintomas do câncer de mama e, assim que um deles for percebido, procurar um médico o mais rápido possível



Instituído há quatro anos, o 5 de fevereiro é considerado o Dia Nacional da Mamografia. A data foi criada por projeto de lei da ex-ministra da Secretaria dos Direitos Humanos Maria do Rosário, e objetiva sensibilizar as mulheres para a importância de realizar o exame para a detecção precoce do câncer de mama.

O câncer de mama é a principal causa mundial de morte pela doença na população feminina, principalmente na faixa entre 39 e 58 anos. Cerca de 1,4 milhão de casos novos dessa neoplasia são esperados anualmente em todo o mundo, o que representa 23% de todos os tipos de câncer. No Brasil, são estimados mais de 50 mil novos casos por ano.

Segundo Fernanda Philadelpho, radiologista mamária do Alta Excelência Diagnóstica, no Rio de Janeiro, esse tipo de câncer não possui causa definida, mas alguns fatores de risco são conhecidos, como histórico familiar (mãe ou irmã com esse tipo de tumor na pré-menopausa) e a presença de alterações genéticas (modificações nos genes associados à doença - BRCA1 e BRCA2). "Quanto mais cedo for diagnosticada a predisposição à doença e a paciente iniciar o acompanhamento médico e a realização de exames periódicos, mais chances ela terá de se curar", afirma.
As mulheres devem ficar atentas aos sintomas do câncer de mama e, assim que um deles for percebido, procurar um médico o mais rápido possível.

Os principais sinais são o aparecimento de ínguas nas axilas, modificações na forma e no tamanho das mamas, saída de secreção escura ou com sangue pelo mamilo e modificações na pele, na aréola mamária ou no mamilo. "Não são todos os nódulos palpáveis na mama que representam um tumor maligno. Também existem as alterações benignas, como os cistos e os fibroadenomas, que podem ser percebidos ao toque e têm evolução favorável", lembra a médica.
O diagnóstico precoce do câncer mamário pode ser feito pelo exame clínico das mamas (realizado por profissionais da saúde especializados) e por exames de imagem, como mamografia e ultrassonografia.

A mamografia é um exame de raios X das mamas que detecta alterações sugestivas de câncer, mesmo em seu estágio precoce, antes de se tornar palpável. Capaz de fornecer resultados mais precoces, esse diagnóstico pode diminuir as chances de morte da paciente pelo câncer de 30% a 70%. As mulheres devem realizar esse exame pela primeira vez aos 40 anos e se submeter a controles anuais a partir de então.

Já a ultrassonografia não é um método de rastreamento do tumor mamário, mas é um importante adjunto em determinadas condições. Também é muito importante na orientação de punções de nódulos, que podem ser cistos, passíveis ou não de serem aspirados e resolvidos.

Câncer de mama em jovens
No caso de pacientes com menos de 40 anos, a doença costuma ser descoberta em estágios mais avançados, uma vez que essas pacientes não estão inseridas na rotina de rastreamento da doença e somente buscam auxílio médico quando o tumor já se apresenta palpável. "Para as jovens não é indicada a mamografia sem recomendação médica, já que é um exame que inclui a emissão de radiação ionizante que, quando aplicada de forma excessiva, pode ser nociva à saúde. Por isso, não devemos antecipar a inclusão da mamografia no cotidiano de uma mulher precocemente, caso ela não tenha histórico familiar ou alterações genéticas que justifiquem o exame", ressalta.

Já para as pacientes com mais de 40 anos, que já realizam mamografia, mas que apresentam mamas densas, uma das alternativas para o diagnóstico de câncer é a mamografia digital. Uma pesquisa multicêntrica desenvolvida nos Estados Unidos com cerca de 50 mil mulheres demonstrou que a mamografia digital é mais eficaz na detecção de câncer, principalmente em pacientes jovens ou perto da menopausa. Em comparação com o exame analógico, ela tem mais recursos que podem tornar a análise mais apurada, como ampliação digital e possibilidade de manipulação do brilho e do contraste do exame, e é especialmente indicada para mulheres com mamas densas. "Na mamografia digital, os raios X emitidos pelo aparelho são transformados em sinal elétrico, por meio de tecnologia apropriada, que são repassados a um monitor de alta resolução", explica Fernanda.

Fonte: jb.com.br
 

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Dia Mundial do Câncer



 
A UICC (Union for International Cancer Control), está liderando, pelo terceiro ano consecutivo, uma das maiores campanhas de combate ao câncer ao redor do globo. Com o slogan not beyond us, a campanha busca uma abordagem positiva e pró-atividade para a luta contra o câncer destacando soluções que estão ao nosso alcance, como escolhas de vida saudável, diagnóstico precoce, tratamento e qualidade de vida.

O dia 4 de fevereiro foi escolhido para marcar essa luta, na data, o mundo todo se reúne com o objetivo de alertar a população sobre a enfermidade, discutindo formas de prevenção, tratamento e também, implicações sociais e políticas.

Seja um multiplicador
#Diamundialdocancer
 
 

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

A TPM ou Síndrome pré-menstrual é o período cíclico que precede a menstruação

Em algumas mulheres, a TPM é interrompida somente com o fim do fluxo
 
 
 
Nesse intervalo de tempo, podem aparecer sintomas psíquicos e físicos, que geralmente desaparecem no primeiro dia do fluxo menstrual. Em algumas mulheres, a TPM é interrompida somente com o fim do fluxo.

A principal causa da TPM é a alteração hormonal feminina durante o período menstrual, que interfere no sistema nervoso central. Parece haver uma conexão entre os hormônios sexuais femininos, as endorfinas (substâncias naturais ligadas à sensação de prazer) e os neurotransmissores, tais como a serotonina. É importante ressaltar que essa síndrome acompanha a menstruação normal da mulher.

Sintomas


Os sintomas na TPM podem ser físicos ou emocionais causando desconforto na mulher. As principais características são:

Sintomas Emocionais:

  • Depressão;
  • Vontade de chorar;
  • Irritabilidade;
  • Ansiedade;
  • Insônia;
  • Fome em excesso ou falta de apetite;
  • Sonolência;
  • Dificuldade de concentração;
  • Cansaço.

Sintomas Físicos:

  • Dor de cabeça;
  • Acne;
  • Aumento de peso;
  • Inchaço nas mamas;
  • Dores osteomusculares;
  • Distensão gasosa.

Para caracterizar a TPM não é necessária a ocorrência de todos esses fatores, que devem desaparecer com o fluxo para serem chamados de síndrome pré-menstrual.

Diagnósticos


A TPM atrapalha a vida pessoal e profissional de diversas mulheres por todo o mundo todos os meses e essa tensão é gerada por alterações hormonais que antecedem a menstruação. Em geral, os sinais da TPM aparecem na metade do ciclo menstrual e desaparecem em até dois dias após o início da menstruação.

O diagnóstico da tensão pré-menstrual costuma ser demorado, principalmente pela falta de exames que comprovem a sua existência. As mulheres que tem sintomas mais severos passam em diversos médicos e demoram anos para serem diagnosticadas com a combinação de sintomas que condizem com a fase do ciclo menstrual exata para serem diagnosticadas com TPM. Outra questão é que a maioria das mulheres que têm sintomas intensos de tensão pré-menstrual não procura ajuda médica por acreditarem que são normais ou por acreditarem que o médico não dará importância para a sua queixa.

Apesar de não ter diagnóstico e tratamento exatos, a TPM pode ser caracterizada por um quadro de sintomas que podem ser amenizados por meio do tratamento correto. Se você passa por esse sofrimento todos os meses não espere pela sua próxima menstruação, procure o quanto antes um ginecologista, explique seu problema e inicie o melhor tratamento para o seu caso, TPM tem tratamento!

Tratamentos e Cuidados


Por se tratar da TPM, não existe um tratamento específico, já que os sintomas variam muito de intensidade para cada mulher. Entretanto, há medidas que aliviam os sintomas.

O melhor caminho para o tratamento da TPM é consultar um médico ginecologista e descrever para ele todos os sintomas que a mulher sente antes e depois da menstruação. O melhor medicamento é o que, sozinho ou associado, reduza os sintomas.

Como essa síndrome está ligada à ovulação, muitas mulheres podem se beneficiar do uso da pílula anticoncepcional, que suspende a ovulação. Nos Estados Unidos, a FDA (Órgão Regulatório dos Estados Unidos) aprovou a pílula com drospirenona e etinilestradiol, para mulheres que têm sintomas de TPM e desejam anticoncepção hormonal.

Já nos casos graves de síndrome disfórica pré-menstrual, é necessária uma medicação mais específica. Atualmente, o tratamento usado com melhores resultados são os antidepressivos. Estudos recentes mostram que essa medicação usada na menor dose possível e durante a fase de tensão pré-menstrual tem melhorado muito a qualidade de vida das mulheres que experimentam essa disfunção. Também nesses casos a pílula anticoncepcional com drospirenona e etinilestradiol pode ser usada.

Resultados não cientificamente comprovados mostram que a vitamina B6 (piridoxina), a vitamina E, o cálcio e o magnésio podem ser usados na melhora dos sintomas. Outro medicamento é o ácido gama linoleico, que é um ácido graxo essencial e pode ser encontrado no óleo de prímula.

Existem advertências sérias do FDA americano a respeito de medicações alternativas naturais e de possíveis efeitos colaterais graves, portanto, esse ou qualquer outro medicamento, mesmo que “natural”, só deve ser usado mediante prescrição médica.

Convivendo


Para muitas mulheres, a TPM pode atrapalhar as tarefas diárias, sejam profissionais ou pessoais.  Para amenizar os sintomas da TPM, sugerimos as seguintes dicas:

  • Realize atividades que proporcionem bem-estar, como passear no parque;
  • Faça uma atividade física. Pode ser uma caminhada ao ar livre, andar de bicicleta, nadar ou jogar tênis. Isso ajuda a reduzir a tensão e a melhorar a autoestima;
  • Evite agendar compromissos importantes para os dias que antecedem a sua menstruação;
  • Procure cuidar de seu corpo, mesmo que você não vá sair de casa. Isso também ajuda a elevar a sua autoestima;
  • Afaste os pensamentos negativos, seja otimista e mentalize coisas boas;
  • Procure fazer uma alimentação balanceada com verduras, frutas e legumes;
  • Diminua o sal. Ele ajuda a desencadear os inchaços, pois contribui na retenção de líquidos;
  • Redobre os cuidados com a pele. O aumento de oleosidade da pele e surgimento de acnes está relacionado com esse período. Por isso, a boa alimentação é fundamental;
  • Evite o consumo excessivo de carboidratos e açúcares, como doces, chocolates e amendoim.

Fonte: gineco.com.br